segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Ganancioso de humanidade

Ouça na integra o depoimento de Dom Mário Rino Sivieri sobre Antonio Martins de Menezes.



Postado por Antonio de Medeiros.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Amigo do Peito


Francisco Rodrigues do Nascimento


Antonio Martins era mais que um amigo, era uma amigo do peito. Entre dezenas de estórias juntos, se destaca a confusão ocorrida nas terras do Genipapo, quando A. Martins teimou em promover uma reunião com o povo que resistia às modificações sugeridas pelo desbravador.

Aguardem maiores detalhes do fato neste blog.


Postado por Antonio de Medeiros.

E o povo, agradeceu?























Manoel Messias do Nascimento


Como prefeito, Antonio Martins andava pra cima e pra baixo por todas estas ruas e estradas. Um dia, ele chegou dizendo que iria me dar 10 tarefas de terra com casa feita. Levou-me até lá e perguntou: "O terreno é bom?" pra quem quer trabalhar, sim, respondi. A terra nesta região do Treze não era de boa qualidade, mas acabei ficando com ela.

Conforme prometera, no mês de março ele entregou-me a casa, era um homem de palavra.

Um dia ele ia passando e eu lhe dei um caldeirão de batatas plantadas nesta terra, o que lhe causou surpresa pois as pessoas só se aproximavam dele para pedir. Mas levou o caldeirão e comeu das batatas. Com relação a morte de Antonio Menezes, o seu Manoel Messias referiu-se a falta de reconhecimento por parte do povo: será que o povo agradeceu? Não! Ele ficou doente e ninguém foi até ele agradecer.


Postado por Antonio de Medeiros.

"Invernada"




















Antonio Martins Filho e Abílio



Seu Abílio conta que uma "invernada" (tempestade) em 1962, em 48 horas derrubou 85 casas. Antonio Martins era o avalista de todas estas vítimas da enchente. Para reunir os que decidiram ficar na região, o gerente do Banco do Brasil fez a sugestão da criação de um cooperativa, que começou com 35 assinaturas. Não teve mais porque corriam boatos sobre nós sermos simpáticos ao comunismo. Inclusive 9 deles chegaram a ser presos, e soltos através de uma ação do deputado Pedro Batalha de Góis.

O Treze só é o que é, graças a Martins e estes companheiros que o seguiram. "Se Lagarto tivesse uns quatro ou cinco homens como Antonio de Porfírio, o município seria o melhor do estado. Açu, Estancinha, Genipapo, Brasília, que não valiam nada, estão aí para provar o grandioso trabalho dele. Eu gostaria antes de morrer, de ver o Treze virar cidade.

Acabo de rejeitar R$ 600.000 (seiscentos mil reais) pela propriedade e se asfaltarem esta pista, faço mais de R$ 1.000.000 (um milhão).


Postado por Antonio de Medeiros.

Reconhecimento


























José Vicente de Meneze (Juca)


"Dentro de Lagarto, foi o homem que tinha."
Morador há 50 anos na casa que ganhou de Antonio Martins, Juca reconhece seu benfeitor e diz mais: "Ele me deu madeira, tijolo, areia, dinheiro no banco e escritura do imóvel. A mim somente não, a mais 30 pessoas e ainda colocou água na região. Tudo que tenho foi doado por ele. Era uma pessoa assim, se alguém lhe pedisse um cruzeiro ele tirava do bolso cinco! E não exigia devolução."

Postado por Antonio de Medeiros.

O Resgate Folclórico



Lambesujos - 1962



Lanceiros - 1962


Parafusos - 1962


Mascarados - 1960


Canas-Verdes - 1960















Taieiras - 1960


Postado por Antonio de Medeiros.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Motivação



























Aloísio Natal da Fonseca


Convencido por A. Martins, homem de extrema visão, Aloísio comprou duzentos hectares em 1972, região compreendida pelos povoados Brasília e Genipapo, após o fim da exploração da cultura do fumo. Tal operação contou ainda com a participação de Zé Grande, Chico da Casa Ideal e Dória, cabendo a cada um duzentas tarefas ao preço de CR$ 25.000 (vinte e cinco mil cruzeiros) cada.

Graças a motivação de "Antonio de Porfírio" e ao comércio de fumo da época, agradeço as conquistas alcançadas.


Postado por Antonio de Medeiros.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O Surgimento da Colonia Treze



Este filme (parte) resgata a verdade sobre a colonização do povoado Treze pelo visionário e desbravador Antonio Martins de Menezes. O filme completo sobre o povoado Treze, abertura de estradas, assim como as obras de vulto realizadas em Lagarto serão postadas brevemente. Aguardem!

No video acima o personagem central é o idealizador e criador da Colonia Treze.


Postado por Antonio de Medeiros.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

HISTÓRIA E ESTÓRIAS DE LAGARTO

Num ano marcado por eleições, nada melhor do que evocar a memória de nomes que
marcaram a história política de Lagarto, ainda mais quando os tempos atuais pecam pela falta de bons exemplos e boas opções de voto. Num elenco de distintas e verdadeiras lideranças
lagartenses, desponta o nome de Antônio Martins de Menezes (28.08.1913 - 02.02.1995).

Vereador entre nos anos 1950, quando chegou a ser Presidente da Câmara, foi ainda
Prefeito de Lagarto de 1958 a 1962. E vice de Artur de Oliveira Reis de 1983 a 1989. Seu
grande legado em muito se assemelha ao saudoso Monsenhor João Batista de Carvalho Daltro: o estímulo ao desenvolvimento da pequena propriedade e a distribuição de terras a famílias menos abastadas que pudessem tirar seu sustento da atividade agrícola.

Nesse sentido, a criação da Colônia Treze, um dos mais importantes povoados do Município de Lagarto, se sobressai no conjunto das contribuições administrativas de Antônio Martins. Esse processo ocorreria entre os anos 1950 e 1961. Trata da aquisição de terras improdutivas, numa região chamada “Treze” ou “Tangente”, que pertenciam ao Sr. Joviniano José de Souza e que foram batizadas de Colônia Antônio Martins de Menezes (a Faculdade José Augusto Vieira possui em seu acervo, como parte do Projeto Doe Memória e Faça História, a bandeira original). Isso em 1960. Oficialmente falando, a Colônia Treze nasce no ano seguinte, quando é feita a primeira doação de seu fundador, em 12 de dezembro de 1961 (a padroeira do povoado até hoje é Santa Luzia, que se comemora exatamente no dia seguinte à fundação – dia 13 de dezembro).

Segundo escritura de doação datada de 1961, o primeiro beneficiado foi o Sr. José de
Almeida. Estes, como aos que se sucedeu a ele, tinham a contrapartida de povoar e desenvolver economicamente às terras. Quase 50 anos depois (a serem comemorados com galhardia por aquela comunidade), o resultado está aí, apesar das dificuldades enfrentadas por um de seus maiores empreendimentos: a Coopertreze.

Símbolo da pujança desenvolvimentista de Antônio Martins destaque para a melhoria das condições elétricas do município. Com o apoio do então Deputado Federal Lourival Batista, substitui o antigo “locomóvel” (uma espécie de casa de força) e implantou um novo tipo de
iluminação que advinha em grande medida em função da instalação e funcionamento da Usina
Hidrelétrica de Paulo Afonso.

O espírito desbravador de Antônio Martins de Menezes não esteve apenas presente na
fundação da Colônia Treze. Coube a ele expandir o perímetro da cidade além do antigo Tanque Grande, sendo responsável pela abertura de uma via que ligava o centro da cidade ao Bairro Horta, hoje uma das principais artérias do comércio lagartense (que dá acesso à popular feira livre) e roteiro das festas de folia e de forró, como Lagartofolia, Micareta e Festival da
Mandioca.

Outro dado curioso que pode ser levantado das ações administrativas do grande desbravador lagartense é a valorização da cultura popular e religiosa da cidade, tendo dado ênfase, sobretudo, ao folclore e ao civismo.

Claudefranklin Monteiro Santos – Professor do Departamento de História da UFS. Doutorando em História pela Universidade Federal de Pernambuco.

Fontes Básicas:
FONSECA, Adalberto. História de Lagarto. Governo de Sergipe, 2002.
SANTOS, Maria José Lopes dos. Os Primórdios da Colônia Treze (1950-1962). Monografia.
Departamento de História/PQD 2/Universidade Federal de Sergipe (Pólo de Lagarto), 2002.
SANTOS, Claudefranklin Monteiro (Org.). Uma Cidade em Pé de Guerra: Saramandaia x Bole-
Bole. Aracaju: Editora J. Andrade, 2008.

O Contador

























José Antonio dos Santos


Após ter voltado de São Paulo (Capão Redondo), José dividia seu tempo entre as aulas da professora Lourdes Luduvice e a venda de beijus feitos por sua mãe, para ajudar no orçamento familiar e, foi assim, que conheceu A. Martins um grande apreciador desta iguaria.

Além de trazer a energia de Paulo Afonso para Lagarto, outro grande feito foi a abertura da maior avenida da cidade (no oitão do supermercado GBarbosa), aterrando o Tanque Grande, rompendo até a Várzea dos Cágados.

Observação: segundo José Antonio dos Santos, que transformou-se em um grande contador (Ciências Contábeis), Martins fez esta obra com recursos próprios, dinheiro dele.


Postado por Antonio de Medeiros.